terça-feira, 7 de maio de 2013

O QUE VAI SER?



Estamos vivendo em vésperas de campanha presidencial. De um lado o conservadorismo de Aécio Neves (PSDB), do outro a eterna transição de Dilma Rousseff (PT).  Em outras palavras, estamos entre a frigideira e a fornalha, ou como se diz na minha terra “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.
Diariamente somos bombardeados pela publicidade dos partidos.
O PSDB de Aécio mostra a Minas Gerais que beira o paraíso. Faz o que sempre fez a direita conservacionista: mascara os problemas com suas poucas realizações. Ele retrata o Brasil que sempre tivemos vontade de nos livrar. É a política do coronelismo, onde nós somos um “animal de carga” que muitas vezes merecemos ser.
Em contra partida o PT viaja mais longe na fantasia ideológica da eterna mudança. Parece incrível, mas para os petistas de carteirinha receber bolsa família é sinônimo de classe média. Pregam a política do esquecimento. Em seus discursos não haverá espaço para o período negro do “mensalão”, também não pregarão o sucesso da Transposição do Rio São Francisco, porque ela não passou de um fiasco. A maior mudança que o Brasil viu no governo petista foi a mudança de bolso do dinheiro da corrupção.
Nesse ano de eleição você vai poder escolher livremente o que vai ser: a mula de carga que precisa ser bem alimentada para produzir seu trabalho ou o palhaço de circo que é facilmente iludido com conversar ilusórias.
Sou meio bicho-do-mato, destes que acreditam que dignidade é manter uma ideologia honesta. Para mim honra está em não voltar atrás em uma promessa emprenhada. E o que o PT mais fez foi voltar atrás de suas promessas pré-campanha. Em seu governo fez a maioria das coisas que sempre criticou (lembra o salário mínimo e da CPMF).
Traçando um perfil análogo, você pode escolher a forma com a qual vai ser roubado: um ladrão que invade sua casa de madrugada enquanto você viaja ou um que te ilude com uma estória de fantasia e te deixa com um sorriso de otário enquanto leva seu dinheiro embora, às gargalhadas.
Ou você é um cavalo ou um otário.
Se você é esperto, então não pode ser otário. Se é gente, então não pode ser cavalo, então, o que vai ser?

Um comentário:

  1. Realmente, vivemos em um país culturalmente corrupto por formação. Não importa quem vai estar lá no futuro, infelizmente, para a maioria dos brasileiros não vai fazer a menor diferença. Contudo, eu prefiro fazer papel de cavalo do que de otário.

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