Estamos vivendo em
vésperas de campanha presidencial. De um lado o conservadorismo de Aécio Neves
(PSDB), do outro a eterna transição de Dilma Rousseff (PT). Em outras palavras, estamos entre a frigideira
e a fornalha, ou como se diz na minha terra “Se correr o bicho pega, se ficar o
bicho come”.
Diariamente somos
bombardeados pela publicidade dos partidos.
O PSDB de Aécio
mostra a Minas Gerais que beira o paraíso. Faz o que sempre fez a direita
conservacionista: mascara os problemas com suas poucas realizações. Ele retrata
o Brasil que sempre tivemos vontade de nos livrar. É a política do coronelismo,
onde nós somos um “animal de carga” que muitas vezes merecemos ser.
Em contra partida o
PT viaja mais longe na fantasia ideológica da eterna mudança. Parece incrível,
mas para os petistas de carteirinha receber bolsa família é sinônimo de classe
média. Pregam a política do esquecimento. Em seus discursos não haverá espaço
para o período negro do “mensalão”, também não pregarão o sucesso da
Transposição do Rio São Francisco, porque ela não passou de um fiasco. A maior
mudança que o Brasil viu no governo petista foi a mudança de bolso do dinheiro
da corrupção.
Nesse ano de eleição
você vai poder escolher livremente o que vai ser: a mula de carga que precisa
ser bem alimentada para produzir seu trabalho ou o palhaço de circo que é
facilmente iludido com conversar ilusórias.
Sou meio
bicho-do-mato, destes que acreditam que dignidade é manter uma ideologia
honesta. Para mim honra está em não voltar atrás em uma promessa emprenhada. E o que o PT mais fez foi voltar atrás de suas promessas pré-campanha. Em seu governo fez a maioria das coisas que sempre
criticou (lembra o salário mínimo e da CPMF).
Traçando um perfil
análogo, você pode escolher a forma com a qual vai ser roubado: um ladrão que
invade sua casa de madrugada enquanto você viaja ou um que te ilude com uma estória de fantasia e
te deixa com um sorriso de otário enquanto leva seu dinheiro embora, às gargalhadas.
Ou você é um cavalo
ou um otário.
Se você é esperto,
então não pode ser otário. Se é gente, então não pode ser cavalo, então, o que
vai ser?
